Artigo científico
PEDAGOGIAS INSURGENTES: FORMAÇÃO DOCENTE, PRÁTICAS EDUCATIVAS E SABERES EM DISPUTA COMO EXPERIÊNCIAS DE INSURGÊNCIA PEDAGÓGICA EM CATHERINE WALSH E PAULO FREIRE
Autores
Jefferson Fellipe Jahnke; Josimar Soares da Silva; Rodrigo Oliveira Miranda; Tiago Alves de Brito; Henrique de Alencar Mendonça; Lívia Ledier Felix Vieira; Emerson Monteiro dos Santos; JADER DE CASTRO ANDRADE RODRIGUES; José Carlos da Silva Júnior; Carlos Eduardo do Nascimento; Julia Ines Pinheiro Bolota Pimenta; Innaê Cerqueira Ferreira Gonçalves Nascimento; Patrícia Oliveira dos Santos; Diaramy Milhomem Fonseca Alves; Maria do Socorro Matos dos Santos Carvalho; Maria da Guia de Sousa Brito; Maike Elize Techio; João Paulo Freitas de Oliveira; Flavio Emanuel de Sousa Freitas
Dados bibliográficos
Ano: 2026
Local de publicação: Veredas do Direito
ISSN/ISBN: 1806-3845
Resumo
Em contextos marcados por desigualdades estruturais e pela persistência de epistemologias hegemônicas no campo educacional, emergem práticas pedagógicas que tensionam a lógica dominante e afirmam outras formas de produzir conhecimento. As pedagogias insurgentes, inspiradas em Catherine Walsh e Paulo Freire, configuram-se como movimentos de resistência que articulam formação docente, práticas educativas críticas e valorização de saberes historicamente subalternizados. Nesse cenário, a educação passa a ser compreendida como espaço de disputa, criação e reexistência. O presente estudo tem como objeto de pesquisa a análise das pedagogias insurgentes na formação docente e nas práticas educativas, considerando os saberes em disputa como experiências de insurgência pedagógica à luz das contribuições de Catherine Walsh e Paulo Freire. A investigação orienta-se pela seguinte pergunta de partida: de que maneira as pedagogias insurgentes, fundamentadas em Catherine Walsh e Paulo Freire, podem reconfigurar a formação docente e as práticas educativas, promovendo a valorização de saberes subalternizados e a construção de processos educativos críticos e emancipatórios? Teoricamente, fizemos uso centralmente dos trabalhos de Catherine Walsh (2009; 2013; 2017; 2019) e Paulo Freire (1992; 2013a; 2013b; 2015), orbitando através das contribuições de Anzaldúa (2022), Collins (2000; 2019), Fanon (2008; 2022), Giroux (2011), Gomes (2017; 2019), hooks (1994; 2003; 2010), Mignolo (2011; 2012), Quijano (2000), Santos (2002; 2014; 2019), Saviani (2008; 2011), entre outros. A pesquisa é qualitativa (Minayo, 2007), descritiva e bibliográfica (Gil, 2008) e com o viés analítico compreensivo (Weber, 1949). A análise evidenciou que as pedagogias insurgentes reconfiguram o ensino ao deslocar a centralidade da transmissão para a construção coletiva do conhecimento, valorizando saberes historicamente subalternizados e ampliando as possibilidades de participação dos sujeitos. Constatou-se que a formação docente crítica, articulada ao diálogo e à problematização da realidade, favorece práticas pedagógicas mais inclusivas, reflexivas e socialmente comprometidas. Além disso, identificou-se que a incorporação de perspectivas decoloniais contribui para tensionar as hierarquias epistemológicas, promovendo processos educativos mais críticos, plurais e emancipatórios.